É com sol que se faz o dia,
não com essa letargia
que me deixa mole
e o tempo engole a vida que há em mim
e não há saída nem verdade
além desse fim de tarde
que se apresenta como um Deus.
Quinta-feira, Agosto 18, 2011
Sexta-feira, Julho 04, 2008
Sopra no meu rosto
a tua brisa
para que eu sinta
num sentido o teu gosto
Para que lembre da tua força
de me amar desmedida
de sentar no meu colo
e dizer, Sou tua vida
E de me esquecer num instante
e de me morrer em menos
tantos laços rompidos
e tão lascivos antes
E desromper para romper
e novamente ser perfeito
para chegar é que se parte
e se sente saudade sem fim
Mas se sopra no meu rosto
a brisa do teu corpo
eu lembro e sinto
num sentido o teu gosto.
a tua brisa
para que eu sinta
num sentido o teu gosto
Para que lembre da tua força
de me amar desmedida
de sentar no meu colo
e dizer, Sou tua vida
E de me esquecer num instante
e de me morrer em menos
tantos laços rompidos
e tão lascivos antes
E desromper para romper
e novamente ser perfeito
para chegar é que se parte
e se sente saudade sem fim
Mas se sopra no meu rosto
a brisa do teu corpo
eu lembro e sinto
num sentido o teu gosto.
Quarta-feira, Abril 09, 2008
Que culpa tenho eu
de sentir e
saber que o porvir
não revela muito do que
poderia ter sido
e as possibilidades
se perdem no desconhecido.
É agora que eu mudo.
É agora que eu sinto.
Não será num ontem
Nem num amanhã,
e tudo parece tão errado
tão fora do enredo
tão sem contexto
como se descobrisse
que o curso natural
dos acontecimentos
nunca fora tão natural assim.
Mas que culpa tenho eu
de querer e
pasmar ao ver
cada linha do teu rosto
cada nuança dos teus olhos
cada timidez no teu sorriso
que culpa tenho eu?
que culpa?
de sentir e
saber que o porvir
não revela muito do que
poderia ter sido
e as possibilidades
se perdem no desconhecido.
É agora que eu mudo.
É agora que eu sinto.
Não será num ontem
Nem num amanhã,
e tudo parece tão errado
tão fora do enredo
tão sem contexto
como se descobrisse
que o curso natural
dos acontecimentos
nunca fora tão natural assim.
Mas que culpa tenho eu
de querer e
pasmar ao ver
cada linha do teu rosto
cada nuança dos teus olhos
cada timidez no teu sorriso
que culpa tenho eu?
que culpa?
Terça-feira, Março 18, 2008
Quantas vezes a ti mesmo negaste
na angústia de caminhar em vão?
Quantas vezes a esmo caminhaste
com teu companheiro a te negar um pão?
Tuas botas sem meia, teus panos em traste,
tua boca sedenta de uma oração.
A ave-maria aparece covarde
no pulso ferido do teu irmão.
Revoltas revolto nos teus espelhos
os olhos latentes mirados pro chão.
Tua força não leva mais o signo vermelho,
nem martelo nem foice o teu brasão.
O sonho perdido não tem cor.
A juventude derrotada não tem símbolo.
Não tem estandarte o fim do amor.
Não tem nome o que jaz no limbo.
na angústia de caminhar em vão?
Quantas vezes a esmo caminhaste
com teu companheiro a te negar um pão?
Tuas botas sem meia, teus panos em traste,
tua boca sedenta de uma oração.
A ave-maria aparece covarde
no pulso ferido do teu irmão.
Revoltas revolto nos teus espelhos
os olhos latentes mirados pro chão.
Tua força não leva mais o signo vermelho,
nem martelo nem foice o teu brasão.
O sonho perdido não tem cor.
A juventude derrotada não tem símbolo.
Não tem estandarte o fim do amor.
Não tem nome o que jaz no limbo.
Quinta-feira, Fevereiro 14, 2008
XIX
Quando pensei que já era tarde,
Tu apareceu trazendo um novo dia,
Enchendo de calor minha noite fria,
Tornando orgulhoso o que era covarde.
Com olhos puros, sem fazer alarde,
Lânguido coração que em mim sofria
Ensimesmado em sua melancolia,
Transformou no coração que em mim arde.
E eu que sempre amei luas e estrelas
Porque acreditava na solidão
Dos astros, agora abro as janelas
E percebo que o espaço está em chamas,
Transbordando sedento de paixão.
Por saber, meu amor, que tu me amas.
Tu apareceu trazendo um novo dia,
Enchendo de calor minha noite fria,
Tornando orgulhoso o que era covarde.
Com olhos puros, sem fazer alarde,
Lânguido coração que em mim sofria
Ensimesmado em sua melancolia,
Transformou no coração que em mim arde.
E eu que sempre amei luas e estrelas
Porque acreditava na solidão
Dos astros, agora abro as janelas
E percebo que o espaço está em chamas,
Transbordando sedento de paixão.
Por saber, meu amor, que tu me amas.
Segunda-feira, Fevereiro 11, 2008
Quinta-feira, Janeiro 17, 2008
Tenho tamanha curiosidade
em conhecer o que me pára
o que me cala o que me faz
ser assim indiferente a todos
Essa lânguidez constante em meu corpo
que me faz querer estar sozinho
mas que me faz querer receber
um carinho silencioso de quem eu gosto
Tenho tamanha curiosidade
em conhecer o que me faz
querer gritar e também o que me
contém esse grito na garganta
Essa mão que estrangula constante
meu pescoço (eu sinto tão nítidos
os dedos do meu carrasco,
mas ele não está em lugar algum)
Tenho tamanha curiosidade
em conhecer o que aperta o
meu peito de repente, quando
tudo se encaminha para felicidade
Esse descontentamento constante
que eu vejo a cada simples instante
em todo o lugar para que olho
e em todo o sorriso que me encanta
em conhecer o que me pára
o que me cala o que me faz
ser assim indiferente a todos
Essa lânguidez constante em meu corpo
que me faz querer estar sozinho
mas que me faz querer receber
um carinho silencioso de quem eu gosto
Tenho tamanha curiosidade
em conhecer o que me faz
querer gritar e também o que me
contém esse grito na garganta
Essa mão que estrangula constante
meu pescoço (eu sinto tão nítidos
os dedos do meu carrasco,
mas ele não está em lugar algum)
Tenho tamanha curiosidade
em conhecer o que aperta o
meu peito de repente, quando
tudo se encaminha para felicidade
Esse descontentamento constante
que eu vejo a cada simples instante
em todo o lugar para que olho
e em todo o sorriso que me encanta
Sexta-feira, Janeiro 04, 2008
Quero conquistar-te
todos os dias
amar-te agora e
renovar o amor a casa instante
e receber a inevitável dor
como a fiel precursora
da alegria
E então quero
encantado em teu sabor
sem cansaço e sem suor
e sem elegia
pintar-te dentro
de mim em poesia
fazendo do teu sorriso
toda a cor e
nuança da arte
Para quando me sentir
sem chão sem pátria
sem mundo
para quando meu coração
esvaziar-se de repente
sem razão
eu possa te ver te sentir
e te querer em toda parte
e ostentar teu amor
como estandarte
todos os dias
amar-te agora e
renovar o amor a casa instante
e receber a inevitável dor
como a fiel precursora
da alegria
E então quero
encantado em teu sabor
sem cansaço e sem suor
e sem elegia
pintar-te dentro
de mim em poesia
fazendo do teu sorriso
toda a cor e
nuança da arte
Para quando me sentir
sem chão sem pátria
sem mundo
para quando meu coração
esvaziar-se de repente
sem razão
eu possa te ver te sentir
e te querer em toda parte
e ostentar teu amor
como estandarte
Sábado, Dezembro 29, 2007
Egotismo
Enfeita tua cabeça
com o que te faz feliz.
Tatua teu corpo
com teu sorriso,
mas mais ressaltado.
Pinta a ponta do teu nariz
com os objetivos alcançados.
Mostra nua tua alma.
Coloca-te num pedestal.
Unja a cabeça de
teus amigos com tuas
lágrimas de felicidade.
Encanta teu mundo e
enobreça a todos com
o que te é especial.
Que enquanto isso, aqui
nesse canto sem chão, sozinho,
eu vou degustando pouco a pouco
o pouquinho que é meu.
com o que te faz feliz.
Tatua teu corpo
com teu sorriso,
mas mais ressaltado.
Pinta a ponta do teu nariz
com os objetivos alcançados.
Mostra nua tua alma.
Coloca-te num pedestal.
Unja a cabeça de
teus amigos com tuas
lágrimas de felicidade.
Encanta teu mundo e
enobreça a todos com
o que te é especial.
Que enquanto isso, aqui
nesse canto sem chão, sozinho,
eu vou degustando pouco a pouco
o pouquinho que é meu.
Mas sem esquecer de lamber
os dedos no final.
os dedos no final.
Sexta-feira, Novembro 02, 2007
A casa fala.
Os espelhos enxergam
Mais do que imaginamos.
Cada canto tem uma história
Pra contar.
Nós vivemos o presente
Não há dúvida.
Mas tudo o que passou
Nos olha cheio de ira
pelo não saber aproveitar.
A casa fala
Bem baixinho...
As vozes estão enclausuradas
Numa perpétua vontade de
Gritar. Numa ânsia de vida.
Cada canto esconde uma ruga,
Eu bem sei.
O novo, o belo, o futuro,
Nada pode me enganar...
Eu sei que o que passa
Fica no mesmo lugar.
Levantam-se gritos!
As portas rangendo
São meus ossos envelhecidos.
O cheiro de mofo é o
Guardado do meu sexo...
Rebenta choro de
Séculos passados
Lágrimas que não
Puderam rolar.
Lágrimas que choram por mim!
Lágrimas que são meus
Desejos escondidos
Sabe-se lá onde...
Só agora descobri!
Desejos meramente desejados!
Esperneia o tempo passando.
Não há como parar!
Rebenta ponteiro do relógio
Que eu não quero mais
Te escutar...
Passar, passar, passar...
Até quando passará?
A casa guarda teus segredos,
Por que só eu te ouço falar?
Ah! Mas eu não agüento
o tédio!
O meu corpo se perde
Na morte que o aguarda,
Mas ainda falta tanto tempo?
Os dias se vão tão rápidos
Com os minutos tão lentos!
Mas a casa...
A casa não sabe que horas são.
Os espelhos enxergam
Mais do que imaginamos.
Cada canto tem uma história
Pra contar.
Nós vivemos o presente
Não há dúvida.
Mas tudo o que passou
Nos olha cheio de ira
pelo não saber aproveitar.
A casa fala
Bem baixinho...
As vozes estão enclausuradas
Numa perpétua vontade de
Gritar. Numa ânsia de vida.
Cada canto esconde uma ruga,
Eu bem sei.
O novo, o belo, o futuro,
Nada pode me enganar...
Eu sei que o que passa
Fica no mesmo lugar.
Levantam-se gritos!
As portas rangendo
São meus ossos envelhecidos.
O cheiro de mofo é o
Guardado do meu sexo...
Rebenta choro de
Séculos passados
Lágrimas que não
Puderam rolar.
Lágrimas que choram por mim!
Lágrimas que são meus
Desejos escondidos
Sabe-se lá onde...
Só agora descobri!
Desejos meramente desejados!
Esperneia o tempo passando.
Não há como parar!
Rebenta ponteiro do relógio
Que eu não quero mais
Te escutar...
Passar, passar, passar...
Até quando passará?
A casa guarda teus segredos,
Por que só eu te ouço falar?
Ah! Mas eu não agüento
o tédio!
O meu corpo se perde
Na morte que o aguarda,
Mas ainda falta tanto tempo?
Os dias se vão tão rápidos
Com os minutos tão lentos!
Mas a casa...
A casa não sabe que horas são.
Quarta-feira, Outubro 10, 2007
LV
O que será que ela leva na boca,
Na pele? que encanto traz nos cabelos
Que prende e arrasta meus olhos ao vê-los?
Que paixão é essa que ferve louca?
O que será que ela tem que me rouba
Todos os pensamentos e quer tê-los
Somente dela e ao enlouquecê-los
Me morde e rasga com dentes de loba?
De onde vem ela assim de repente
que desnorteia o caminho sabido?
Me leva lasciva onde minha retina
Jamais ousara pousar sua lente,
E faz febre o que frio teria sido,
Sendo quente até mesmo no nome: Kétina.
Na pele? que encanto traz nos cabelos
Que prende e arrasta meus olhos ao vê-los?
Que paixão é essa que ferve louca?
O que será que ela tem que me rouba
Todos os pensamentos e quer tê-los
Somente dela e ao enlouquecê-los
Me morde e rasga com dentes de loba?
De onde vem ela assim de repente
que desnorteia o caminho sabido?
Me leva lasciva onde minha retina
Jamais ousara pousar sua lente,
E faz febre o que frio teria sido,
Sendo quente até mesmo no nome: Kétina.
Quarta-feira, Outubro 03, 2007
LIII
Busco o amor que ame sem explicação.
Apenas ame, sem mais nem por que...
E que saiba num só olhar dizer
O que não sabe dizer a razão.
Que de repente faça o coração
Congelado queimar-se todo em brasa
E que faça da brasa uma paixão
Que sem precisar alarmar arrasa...
E que não seja imposto pela atitude
Que planeja em detalhes o futuro
(um plano sempre é feito de ilusão)
Busco o amor imenso na quietude;
O amor que se esconde atrás do muro;
O amor que ame sem explicação...
Apenas ame, sem mais nem por que...
E que saiba num só olhar dizer
O que não sabe dizer a razão.
Que de repente faça o coração
Congelado queimar-se todo em brasa
E que faça da brasa uma paixão
Que sem precisar alarmar arrasa...
E que não seja imposto pela atitude
Que planeja em detalhes o futuro
(um plano sempre é feito de ilusão)
Busco o amor imenso na quietude;
O amor que se esconde atrás do muro;
O amor que ame sem explicação...
Sábado, Setembro 01, 2007
Invento desculpas
para ficar sozinho,
mas se faz necessário
um corpo de mulher
se faz necessário
o beijo na boca
e a mão na nuca,
mas invento desculpas
para ficar sozinho.
A volúpia da noite
está no seu auge
e eu invento desculpas
para ficar sozinho
sou um cachorro
de rua que foge
da presença humana
procurando
desesperadamente
algo que lhe
sacie a fome.
Olho para mim:
Meu quarto
Essa cama fria
Essa música triste
Essa poesia pobre
Fazem meu universo
e é necessário
o beijo na boca
a mão na nuca
Mas eu invento
desculpas para
ficar sozinho.
para ficar sozinho,
mas se faz necessário
um corpo de mulher
se faz necessário
o beijo na boca
e a mão na nuca,
mas invento desculpas
para ficar sozinho.
A volúpia da noite
está no seu auge
e eu invento desculpas
para ficar sozinho
sou um cachorro
de rua que foge
da presença humana
procurando
desesperadamente
algo que lhe
sacie a fome.
Olho para mim:
Meu quarto
Essa cama fria
Essa música triste
Essa poesia pobre
Fazem meu universo
e é necessário
o beijo na boca
a mão na nuca
Mas eu invento
desculpas para
ficar sozinho.
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