domingo, julho 12, 2015

A primeira lágrima
Brilhou nos olhos
Repentinamente,
Ofuscando a visão.
Não se encontra
Força para enxugá-la
E ela traça livre
O próprio caminho
Por entres as rugas
Do rosto franzido:

Não há razão nos sentidos:
Silêncio...
Silêncio e mais nada.
A lágrima chora deixando
Marca de amor
Na pele tocada e
Um rastro lúgubre
de lágrima
Rolada.

Ela acaricia o rosto
Com sofreguidão.
Beija a boca
Demoradamente.
Perde-se na vertigem
Daquela tristeza,
Traçando seu caminho
De lágrima solitária...

Chegando ao fim,
Agarra-se em desespero
Aos poros
Daquele rosto
Que lavou!
Apaixonada, sente
A morte iminente -
A morte iminente
De lágrima
Rolada -

Saudade dos olhos!
Saudade do beijo!
Saudade da pele
Que acariciou!

O rosto também a segura
Fortemente pelos átomos,
Enquanto lá em cima
Brilham lágrimas
Que não ofuscam...

Ela cai.
Tanto esforço vão.
Lá vai ela cumprir,
Abandonada,
O seu destino infeliz
de lágrima
Rolada.

Morrendo sobre o peito
Que lhe deu a vida.

3 comentários:

Jáder Tiago disse...

Ela cai.
Tanto esforço vão.
Lá vai ela cumprir,
Abandonada,
O seu destino infeliz
de lágrima
Rolada.

Morrendo sobre o peito
Que lhe deu a vida.



Bah cara! muito legal!.. adorei mesmo

Jaque disse...

Adorei!!!
;p
beijos

jk.dornelles disse...

"saudade dos olhos"...
mto bom cara!

embora pra mim, saudade sempre tem um lado positivo tb..

abração!